Pelo novo dicionário Aurélio, resiliência é a “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica”.
Indivíduos resilientes são aqueles considerados capazes de superar as dificuldades rapidamente por mais fortes e traumáticas que elas sejam, com grande facilidade de adaptação às mudanças.
A natureza é constituída por um conjunto absolutamente harmônico e interdependente de partes. Quer seja em um nível global, no nível de um indivíduo ou mesmo de uma única célula ou átomo, conseguimos observar que todas as peças se encaixam com perfeição e compõem um universo dentro do universo, indefinidamente, que se retroalimenta de forma integrada e contínua proporcionando condições para a existência e a manutenção da vida em todos os aspectos.
Assim, a tendência é que sejamos perfeitos a despeito de nossas oscilações naturais, como um pêndulo que naturalmente é impelido a procurar a posição de equilíbrio reagindo contrariamente diante de qualquer instabilidade.
Apesar de frágil, o nosso corpo se regenera! Isso é fabuloso! Já pararam para pensar na magnitude deste poder natural? As injúrias fazem parte da essência do movimento e das limitações físicas de nossa estrutura, e o próprio organismo encontrou meios de revertê-las na medida de suas possibilidades. Sem esta característica, que dificultaria inclusive todo o avanço promovido pela medicina na direção da cura, eu estaria fadado a uma vida limitada e restrita causada pela minha recente fratura na costela. Mas espontaneamente o meu organismo promoverá a calcificação do osso e a regeneração dos tecidos danificados. Dê-lhe somente descanso e tempo para recuperação.
Já dizia Voltaire: “A arte da medicina consiste em distrair o paciente enquanto a Naureza cuida da doença.”
Serenamente, tenho conhecimento de que parando os treinamentos terei que reduzir e adequar a alimentação para um gasto menor de energia, ocasionando a perda de massa magra, o acúmulo de gorduras e o envio de grande parte do condicionamento para a cucuia. Mas vou tentar aproveitar o tempo de outra maneira, vou fazer um checkup e os exames médicos tradicionais que ainda não fiz neste ano, realizar um estudo tecnicamente embasado sobre alimentação e suplementação para montar uma dieta cada vez mais adequada e resolver algumas pendências negligenciadas pela priorização dos treinamentos.
Tenho certeza que esta parada momentânea vai me fazer voltar com mais garra e que essa volta me levará ainda mais longe. Estou bem consciente de como foi minha preparação para ter chegado a esta forma que estou hoje, provavelmente o melhor condicionamento físico de toda a minha vida. E tenho pleno conhecimento de como posso melhorá-lo ainda mais, humildemente reconhecendo que ainda há bastante lastro para isto.
Vou aguardar pacientemente a total recuperação médica com a regeneração do osso da costela. Só irei surfar novamente daqui a 3 meses, precisamente no 2o. semestre, dia 11 de julho, um sábado (presumindo que estarei na meia-maratona de Foz em 5 de julho). Atividades como bicicleta ergométrica, natação, corrida e musculação provavelmente irei iniciar em algumas semanas, assim que cessarem completamente as dores e diminuirem os riscos de reincidência da lesão, basicamente causada pelo choque ou impacto na área traumatizada, ou por movimentos bruscos que pressionem a caixa torácica.
No mais, acho que tudo tem um propósito, e agradeço a Deus por ter me poupado de consequências graves que este acidente poderia ter. Se tinha que passar por isso, ter tido apenas um problema na costela foi uma dádiva.
E, claro, “i’ll be back”.










Beleza de post!! A se todos fossem lúcidos como você…Valeu!!
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