“Existem momentos vertiginosos na vida em que vemos tudo com clareza, sentimos a própria força, as possibilidades, vemos a condição ante a qual éramos medrosos ou fracos. São os momentos de mudança. Essas coisas chegam sem aviso, como a morte, ou a conversão”. – Sándor Márai (1900-1989).
Tenho ouvido cada vez mais os amigos comentando: “Neste ano? Só vou correr de 15 kms pra cima!” Ou então: “10 kms? Estou fora, a meta agora é o Meio-Ironman e tenho que me focar”.
Agora me pergunto: será esta uma tendência natural de todo corredor ir aumentando os desafios pessoais através do esporte, sem fim? Na medida em que uma vitória é conquistada, ela tende a ser sempre igual ou maior na próxima oportunidade?
A resposta, na maioria das vezes, é SIM. Mas esse não é um privilégio da corrida. Faz parte da natureza humana a insatisfação dentro da satisfação, a vontade de querer sempre mais e não se contentar em se sentir estagnado, mas manter o desejo de progredir continuamente. Então de 10 kms os corredores passam a correr meia-maratonas, maratonas, alguns vão para o triathlon e acima disso abre-se um novo mundo de possibilidades com ultramaratonas, ironmans e afins.
Ainda estou nos degraus iniciais desta escada, e se por um lado considero bastante difícil completar bem uma maratona, por outro vejo muitos exemplos inspirados em pessoas que de certa forma já conquistaram isso e muito mais, superando quaisquer as adversidades sempre em busca de um objetivo maior.
Portanto, tudo se inicia com o sonho. A única e real questão relevante no mundo chama-se “a busca” e ela sempre depende de cada observador e da forma como a fazemos.
OBS: a imagem acima é uma ilusão de ótica, o chamado triângulo impossível, ou triângulo de Penrose.
Bons kms!










Muito bom, Betinho. Concordo contigo.
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