Atenção passageiros do vôo com destino à meia maratona do Rio de Janeiro: aqueles que irão corrê-la devem se apressar nos treinamentos, pois faltam apenas 9 semanas!
Meu avião – um teco teco monomotor 1972 – estava no hangar para manutenção de uma de suas asas onde foi feito o reparo para que possa alçar novos vôos! O piloto – um autêntico kamikaze – nunca desiste até completar sua missão que no momento é terminar a meia maratona do Rio com saúde no dia 28 de junho de 2009.
Na última terça feira corri na areia da praia, já fazia tempo! Fiz 5 kms, 3 de areia e 2 de asfalto. Me senti bem.
No sábado aproveitei o dia ensolarado para fazer um grande passeio de bike: saí de casa e fui pela ciclovia até a cabeçeira da pista do aeroporto Santos Dumont, onde registrei a decolagem de um avião. Saindo dali visitei um evento da Suipa (Sociedade protetora dos animais) – adoro bichos – que promovia uma feira de adoção no Boqueirão e brinquei com vários cachorros que estavam ali, alguns foram adotados! Depois fui tomar um açaí tradicional em Copacabana e finalmente pedalei até o Arpoador, onde curti o visual lá de cima da pedra e dei um mergulho no mar, como isso me faz falta! Acho que pedalei uns 40 kms, o passeio foi um ótimo exercício e um descanso para a cabeça também.
Já no domingo havia planejado fazer o primeiro longão após um mês da fratura na costela, sendo que este treino seria determinante para que voltasse a ter esperanças em participar da prova ou desistisse dela neste ano, pelo pouco tempo disponível para preparação.
Parei o carro no Leme e imaginei correr 15 kms fazendo um intervalo para hidratação na metade do percurso, no Arpoador. Fui em um ritmo bem lento e nada senti na costela a não ser em algumas respiradas mais profundas. Os quilômetros foram passando e chegando próximo ao Arpoador decidi não parar, talvez parasse para beber uma água de côco na volta e finalizasse o percurso. Tomei um gel e por estar me sentindo bem fui adiando a parada até que não valia mais a pena parar. Retornei no Posto 10 em Ipanema e fiz 15 kms em pouco mais de 1h e 40 minutos, tempo próximo ao obtido na São Silvestre 2008. Seguem os dados:


Desta maneira inicia-se uma saga semanal de determinação e foco para que possa superar o pequeno intervalo de tempo de preparação com o objetivo de completar a meia maratona do Rio em 28 de junho de 2009, portanto em 9 semanas.
Fiz um planejamento de alto nível (de abstração) colocando um longão evolutivo por domingo, atingindo a mesma quilometragem da prova 3 semanas antes, para ainda poder reduzir e descansar, da seguinte maneira:
. 26/04 = 15 km
. 03/05 = 16 km (prova EcoRun 10 kms + 6 kms)
. 10/05 = 17 km
. 17/05 = 18 km
. 24/05 = 19 km
. 31/05 = 20 km (prova mizuno 10 milhas + 4 kms)
. 07/06 = 21 km
. 14/06 = 16 km
. 21/06 = descanso
. 28/06 = 21 km
Amanhã, terça feira, irei correr na praia novamente e farei esta proposta para a avaliação da treinadora.
Um abraço a todos!
O meu acupunturista já havia “cantado a pedra”: a recuperação de uma fratura na costela se dá em torno de 21 dias. Ontem foi o 21o. dia e há alguns já me sentia com condições de sair e fazer um trote, mas aguardei a chegada do domingão para ir tentar correr. Apesar de estar realmente bem melhor, percebo que não tenho por exemplo quaisquer condições de surfar, entendendo que a cura completa só se dará no prazo esperado que é de aproximadamente 3 meses e cada limite deve ser respeitado. Embora os dicionários não evidenciem, há diferenças, mesmo que sutis, entre os termos recuperação e cura.
As dores na costela estão melhorando aos poucos – a cura de uma fratura é bem lenta como previsto. Se estimar 3 meses para a recuperação completa, significa que estou em média 1% melhor a cada dia. A estratégia é a cada semana perceber as respostas do corpo e ir voltando à atividade física na medida em que as dores forem permitindo e os riscos de piorar a lesão forem diminuindo. Vários movimentos causam dor, dói para respirar, tossir e espirrar, dói para alongar, torcer o corpo, virar para dormir ou levantar da cama.

Na década de 40 foi apresentada ao mundo pelo médico norte-americano Dr. William H. Sheldon a “teoria dos somatotipos”. Após o estudo da morfologia de mais de 4000 indivíduos, ele identificou três tipos primários de estrutura corporal: os ectomorfos, os mesomorfos e os endomorfos.
Sou péssimo para me lembrar de aniversários.
Pelo novo dicionário Aurélio, resiliência é a “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica”.







