Passou-se mais de uma semana do acidente em que a gringa largou a prancha em cima de mim na praia do Arpoador, me causando vários traumas. Mesmo assim ainda consegui ir treinar forte, correndo, malhando e surfando bastante nos últimos dias.
Tive um corte na axila que sarou logo, um roxo no braço que ficou dolorido e uma pancada na costela que me incomodou um pouco. Mas me senti bem para correr na terça, quinta e sexta, surfar na sexta, sábado e domingo, e malhar no sábado. Parecia que tudo voltara ao normal, com os treinamentos sendo executados na intensidade planejada. Só na quarta não fui para a musculação porque tomei uma vacina contra a gripe no trabalho e me senti um pouco indisposto, tendo ido dormir muito cedo, apagando por volta de 20hs.
Na sexta-feira em particular o treino foi ótimo. Fui para a Urca correr com a equipe. A Márcia pediu para aquecermos eu, Peter, Verônica, Lelê e Gabi. Para a sequência forte do treino, de 3,6 kms, fomos eu, Lelê e Gabi, com esta puxando o ritmo. A Lelê ficou um pouco para trás e eu e Gabi fizemos o treino juntos com paces bem baixos para o meu ritmo, um abaixo e os outros muito próximos a 5 min/km. No final ainda aceleramos e fizemos um sprint muito puxado. Aguentei bem e o resultado foi muito bom.
No sábado fui para a academia fazer musculação. No final de tarde fui surfar na praia da Barra e fiquei até escurecer, saindo da água já de noite (e não fui o último!!!). O mar estava liso e com boas ondas que abriam até a areia. Dormi cedo para aproveitar novamente o swell do dia seguinte que iria se manter e eu queria estar lá para aproveitá-lo.
Acordei cedo e hoje, domingo, por volta de 7hs eu já estava na água. Surfei por mais de 2 horas ininterruptas com o fundo de pedra funcionando na praia da Reserva, sem vento, no tradicional trailer 174 que costumo frequentar há tantos anos. Mas quando tentava completar alguns floaters e batidas mais radicais na junção, em alguma onda forcei demais e a mesma dor na costela voltou, foi aumentando rapidamente até que ficou insuportável, quando tive que sair da água e ir direto para o ortopedista. Diagnóstico óbvio: fratura na costela. Não estava conseguindo respirar direito e nem tossir, doía demais. E continua doendo muito, bem mais do que no dia do primeiro machucado.
O tratamento ideal é repouso até que o osso calcifique. O doutor me passou alguns remédios, no caso Voltaren e Novalgina, mas provavelmente não irei tomar pois acho desnecessário contra a dor. A bula destes fármacos é assustadora e evito ao máximo tomá-los. O médico disse que a lesão pode levar até 3 meses para curar totalmente e me recomendou ficar no mínimo 2 semanas sem surfar, só voltando após a Semana Santa caso não haja mais dores, com risco de virar um problema crônico e de solução cada vez mais difícil caso o negligencie. Pelo menos ele não falou nada quanto a correr… será que estou liberado? hehehe…
Muito provavelmente serei obrigado a parar completamente por alguns dias, possivelmente sacrificando as corridas “Rio Claro em Movimento”, na quarta, e “Super40″, no domingo.
Vou descansar e tentar aguardar a recuperação com paciência…
Agora tenho certeza de que o surfe é um esporte radical!
Abraços a todos!
Muitos aprendizados levamos de um lado para outro na vida. Já tive muitos ensinamentos através do esporte, reconhecidamente metáforas das relações cotidianas e vice-versa. Situações simples, na maioria das vezes.
Pela primeira vez na vida consegui correr 2 voltas inteiras na Lagoa. Não sei bem o motivo mas a Lagoa nunca foi o meu local predileto de treinos. Já corri diversas vezes lá, inclusive em competições, mas completar 2 voltas foi um fato inédito, perfazendo um total de 15 kms. Fui em um ritmo bastante lento, ouvindo o jogo do Flamengo e depois um reggaezinho do Bob Marley…
Sábado tem sido há algum tempo um tradicional dia de esportes. Geralmente resolvo as coisas na rua pela manhã e vou malhar um pouco depois de meio-dia, pois aos sábados a academia fecha às 14hs. Ainda persistiam algumas dores mas quando o corpo esquentou não senti mais nada e pude fazer as séries normalmente.
Hoje de manhã fui surfar no Arpoador. O mar subiu com uma ondulação de sul de boa intensidade, embora esta direção não seja muito favorável ao local. Além disso, o fundo do Arpoador não está bom, fazendo as ondas quebrarem rápidas, curtas, tubulares e muito próximas à areia, no chamado “inside”. Outras praias estavam com ondas bem melhores no dia de hoje, mas como são mais distantes não foi possível ir.
Tenho andado um pouco irritado com minha fraca resistência mental para os treinos longos. Ainda não consegui engrenar uma boa sequência neste ano. Acredito que fisicamente não esteja sobrando, tampouco faltando, já que suportei bem a volta aos treinos fortes, mas o psicológico está influenciando negativamente a execução dos longões tradicionalmente realizados aos domingos. 







