| Dist. Real |
16.10 Km |
Tempo Liq. |
01:53:22 |
Tempo Tot. |
01:53:22 |
| Velocidade |
8.52 Km/h |
Pace |
07:02 min/Km |
No. Peito |
222 |
| Geral |
- |
Sexo |
- |
Categoria |
- |
Essa foi a minha primeira corrida inter-estadual. Incentivado pelo amigo Ricardo Hoffmann, resolvi aceitar o desafio de correr estas 10 milhas de Vitória a Vila Velha, no Espírito Santo, como preparação para a meia-maratona do Rio em outubro.
Acabamos nos juntando aos amigos corredores de São Paulo, Guilherme Maio, Fábio Namiuti e sua esposa Janete, ficando em Vitória no hotel Ibis que tem a excelente promoção para corredores que pagam meia diária apresentando o comprovante de inscrição para a corrida. Imperdível pela ótima qualidade do hotel e pela presença bem localizada nas maioria das capitais. Havia ainda um ônibus vindo do Rio com o pessoal da ACORUJA, Lady, Richard e vários outros.
Ambas as cidades, Vitória e Vila Velha me impressionaram bastante. É como se fosse a cidade de Cabo Frio, mais desenvolvida e melhor planejada. Ou o Rio de Janeiro, menor – um pouco menos bonito, porque é difícil superar o Rio em belezas naturais – mas bem organizado. É um canteiro de obras em ebulição e muitas oportunidades devem estar sendo geradas. Espero que os investimentos de base também sejam estendidos aos bairros fora da orla para que seja evitado gerar muita desigualdade entre eles.
Pegar o kit na fábrica da Garoto foi um pouco traumático. Uma fila muito grande para entrar, que até andou rápido. Já lá dentro, tinha que descobrir qual era o seu número, depois uma fila para pegar o número, uma outra fila para pegar a camiseta, mais outra fila para testar o chip e finalmente tinha até uma fila para sair.
Para a corrida no domingo estava estimado um calor de 34 graus, que aliado à largada prevista para as 9hs da manhã fazia da travessia da temida 3a. ponte, com altura de 70 metros e quase 4 km de distância, um desafio cada vez maior a ser vencido. Mas o meu principal problema era a lesão na virilha que ainda não havia sido erradicada por completo e que mais do que o sol, o calor, o vento ou a ponte, definiu a minha estratégia e me deixou bastante ansioso. Foram duas semanas de muito gelo, gelol, biofenac, massagem, descanso e sabão de côco. Sabão de côco??? Segundo o Hoffmann, dica de um ex-massagista do Vasco. E não é que funcionou?
A previsão metereológica havia errado desta vez, e desde cedo o céu estava nublado e a temperatura agradável, o que poderia ser um fator negativo para os mais afoitos. O percurso tem subidas, descidas e muitas curvas, o mormaço é bem quente e acelerar cedo pode aumentar muito o risco de quebrar no final. Depois de um bom café-da-manhã, parti com os meus amigos para a largada, na praia de Camburi.
Fiz somente um forte alongamento, deixando para aquecer durante os primeiros quilômetros. Me poupei ao máximo até o quanto pude. Me senti especialmente bem durante a corrida, segurei o ritmo e tentei curtir cada momento. No início, até a subida da ponte que fica após o 3o. quilômetro, havia alguma apreensão. A subida é forte e muita gente teve que andar.
Lembrei-me dos inúmeros treinos nas Paineiras que me deram uma boa condição física e psicológia para enfrentar subidas. Consegui manter o esforço adequado ao meu ritmo e desci soltando o corpo para relaxar todos os músculos. Que vista incrível lá de cima, literalmente é o ponto alto da corrida. Na subida foi um momento em que senti que a virilha trabalhou mais, mas não chegou a atrapalhar. No resto da corrida ela não me incomodou muito, mas atualmente é um ponto crítico do qual não posso me descuidar.
Desde a subida tentei incentivar as pessoas que andavam. Acredito que isto só seja possível quando se está bem na corrida. Depois do quilômetro 9 ou 10, apesar de cansado, percebi que estava cada vez mais próximo e que não tinha mais como parar. A quantidade de endorfina foi tamanha que relaxei completamente e passei a curtir a corrida em sua plenitude, estimulado pela população local que valoriza o grande evento e vibra com a passagem dos atletas. Foi sensacional.
O grande ensinamento para mim foi: para se sentir bem ninguém precisa correr rápido. A velocidade vem com o tempo, com muito treinamento e dedicação. O prazer em correr, seja em qualquer ritmo, supera qualquer resultado técnico de tempo.
Esse é o grande segredo da corrida. Como no surfe há os “soul surfers”, ou os surfistas de alma, nas corridas também temos espaço para os “soul runners”. Mas só para constar fiz um tempo de 1h 53min, com pace de 7min./km. Totalmente dentro das minhas expectativas que era fazer um sub-2h.
Toda a estada foi incrível, foram momentos muito gratificantes e prazerosos, com a companhia de grandes pessoas para um grande evento de corrida em uma bela cidade.
Ano que vem é bem possível que volte novamente.
Um abraço a todos e boas corridas.
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Gráfico |
Medalha |
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