| Dist. Real |
10.10 Km |
Tempo Liq. |
01:03:54 |
Tempo Tot. |
01:07:34 |
| Velocidade |
9.39 Km/h |
Pace |
06:23 min/Km |
No. Peito |
4438 |
| Geral |
1973/2661 (74%) |
Sexo |
1583/1941 (82%) |
Categoria |
289/357 (81%) |
O Circuito das Estações da Adidas passou novamente pelo Rio de Janeiro no domingo passado em sua etapa de inverno.
Foi a minha primeira corrida após um mês de treinamento com a Márcia Ferreira e a primeira também participando da equipe da ACORUJA. A expectativa de fazer um bom tempo existia, embora esta não fosse porque nunca será a principal motivação para correr. O recorde possivelmente seria quebrado novamente, até porque já estava defasado com o ritmo obtido nos treinamentos. Confesso que passou pela minha cabeça fazer os 10k em menos de uma hora, coisa que ainda não consegui. Tempos menores e distâncias maiores são para mim como um termômetro indicativo de bons treinamentos e evolução contínua, não obstante se tornem metas a serem atingidas.
Mas não achei que seria assim tão fácil. Apesar de estarmos em pleno inverno, na semana do evento as temperaturas começaram a subir bastante e a meterologia prometia um domingo de muito sol e calor. Além disso, devido às Olimpíadas serem de madrugada, houve uma solicitação dos moradores do Flamengo ao prefeito César Maia para que a corrida iniciasse às 9hs e não mais às 8hs como programado, porque eles queriam dormir até mais tarde. Conseguiram, mas o motivo não se justifica pois os eventos eram transmitidos ao vivo até às 11 horas da manhã, que representavam 10 horas da noite em Pequim.
Aliás, este período das Olimpíadas tem prejudicado bastante o meu sono, já que dormi todas as noites desde o início dos Jogos com a TV ligada, despertando de tempos em tempos para acompanhar a participação brasileira e os grandes eventos em todos os esportes, os quais gosto muito de acompanhar. Assisti o máximo que pude até o momento de ir para a corrida, chegando no limite de realizar todos os trâmites pré-prova.
Como na maioria das vezes fui de bicicleta para o Aterro. No caminho encontrei o Léo Hacidume que já estava correndo pela rua! Acho que estava atrasado também, ou será que estava aquecendo? Não perguntei e fomos juntos até tentar encontrar a tenda da Márcia e da ACORUJA. Foi um pouco difícil de achar com a “explosão barracamobiliária” da corrida da Adidas, devido ao seu prestígio como uma das melhores corridas do Rio. Esta credibilidade não é fácil de ser conquistada, e deve-se à grande qualidade dos eventos já realizados e o reconhecimento que atraem cada vez mais adeptos.
Na tenda tinham muitos amigos corredores: Léo, Wladimir e Aline, Jorge, Hoffmann, Campelo, Claudinha e Rodolfo, Robson, Lady, Márcia Ferreira, Richard, Peter, Cilene, Gian, e tantos outros conhecidos que não sei o nome. Até o Lourenço, engessado, recuperando-se da fratura passou por lá para dar uma força.
A corrida estava muito cheia, assemelhando-se pelo que disseram às corridas de São Paulo. Demorei 3 minutos para passar o pórtico da largada, mais tarde o Hoffmann disse que demorou 9 minutos até conseguir ultrapassá-lo.
O sol estava muito forte e prejudicou a obtenção de um tempo melhor para a maioria dos atletas. Antes da prova, resolvi dividi-la em duas partes de 5km cada uma. Fui junto com o Gian durante toda a primeira parte, imprimindo o ritmo planejado que era abaixo de 6min/km de média. A estratégia era ver como me sentia na metade da prova e adaptar o ritmo conforme adequado para a etapa final. Mas não sabia que a prova iria ser tão dura.
Os primeiros 4 kms foram ótimos, realmente muito bons. O único problema era ter que ultrapassar muitos corredores… mas quando isso é um problema??? Seria melhor então ser ultrapassado? Claro que não, mas atletas com ritmos muito desiguais estavam espalhados por todo o percurso. Já corri corridas onde na largada havia identificação de posição por ritmo, o que facilita para cada um saber de onde deve largar e correr. Perto do km 3 por exemplo, tanto pela sombra entre as árvores quanto pelo engarrafamento humano, o Léo passou para cima do gramado e de lá não saiu, mesmo após o retorno no final da Glória.
Após o km 5 deixei o Gian seguir e diminuí o ritmo consideravelmente. O calor começou a castigar tanto que a luta físico-mental foi declarada. A vontade era de andar, mas tive força mental para reduzir sem quebrar. Senti falta de um gel nessa hora. Até o km 7 foi uns dos momentos mais difíceis onde nitidiamente faltou perna e força muscular para manter o ritmo da primeira etapa da corrida.
A partir do km 7,5, quando o Hoffmann me passou, a corrida melhorou e pude imprimir um ritmo melhor novamente, de maneira progressiva até o final. O tempo foi de 1h 03min, apesar de ter melhorado o melhor tempo creio que este será novamente superado brevemente.
Depois da corrida, muita festa e fotos na tenda da ACORUJA que estava comemorando seu aniversário. Parabéns amigos e CORUJAS!
| Resultados |
Url |
Gráfico |
Medalha |
Fotos |
Rota |
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