Estou relendo um livro sensacional chamado “Corrida em 101 lições” (Editora Roca, 2006), tradução do original “Running 101 – Essentials for Success”, escrito em 2000 por Joe Henderson.
Joe Henderson é um renomado escritor americano com quase 50 anos de experiência em corridas, autor e co-autor de mais de 24 livros.
Ele diz que corredores de todos os lugares fazem sempre as mesmas perguntas:
1. Como posso correr distâncias maiores (por exemplo, passar dos 10km para meia-maratonas ou maratonas)?
2. Como posso correr mais rápido (digamos, fazer 5km com um minuto a menos)?
3. Como poso superar os problemas (lesões físicas ou emocionais) que adquiri tentando correr mais longe e mais rápido?
Mas, claro, o livro vai bem mais além e é muito interessante.
O autor escreve que normalmente um corredor passa por três estágios: primeiro, ele se exercita; depois passa a competir e, por fim, torna-se um corredor vitalício. Simplificando, uma pessoa que se exercita corre pelo condicionamento; a que compete treina para as competições, atingindo os próprios limites em termos de distâncias e ritmos e o vitalício corre simplismente por correr, tratando a corrida como um fim em si mesma. Mas ele afirma que estes estágios podem intercalar-se, coexistir e alternar-se.
Henderson considera que correr para manter a forma nos remete diretamente a Kenneth Cooper, cujos livros nos direcionam em busca da boa forma física. A corrida típica de Cooper dura cerca de 20 min. e ele tem inúmeras pesquisas para comprovar isso ser suficiente. Recomenda-se 3 a 5 km, 3 a 5 dias por semana. “Qualquer pessoa que corra mais que 25km por semana está correndo por outras razões, não para mater a forma.”
Na corrida por esporte, ou seja, visando a competição, ele cita Joan Ullyot, médica, atleta pioneira e autora do livro Women’s Running, confirmando a teoria que os seus melhores recordes pessoais serão atingidos em um prazo médio de 10 anos, não importando a idade em que se incia a correr, se aos 15, 35 ou 55 anos. Após isso, haverá um declínio constante de resultados e distâncias reduzindo a corrida a puro prazer.
A maioria de nós treina para competições, estabelece metas e objetivos, participa de enventos fantásticos que reúnem milhares de atletas amadores e profissionais, uma verdadeira confraternização. Muitas vezes o lado social é mais forte do que a competição. Por ser um esporte tão aberto e democrático, a corrida atrai cada vez mais adeptos.
George Sheehan, segundo alguns críticos o melhor escritor de corridas de todos os tempos, uma vez observou que “a boa forma é um estágio pelo qual passamos antes de nos tornarmos corredores vitalícios”.
Sheehan definiu com perfeição os corredores vitalícios, com esta frase fantástica:
“Para cada corredor que percorre o mundo competindo em maratonas, há milhares que correm para ouvir as folhas e escutar a chuva, e buscam o dia em que, subitamente, será tão fácil quanto o vôo de um pássaro. Para eles, o esporte não é um teste, mas uma terapia; não um julgamento, mas uma recompensa; não uma pergunta, mas uma resposta”.
Boas corridas.

O fato é que hoje consegui um pódio na III Corrida Contra o Fumo, do Circuito Anti-Tabagismo. Fui o 3o. lugar na minha faixa etária, de 35 a 39 anos.
Depois de embasar o conhecimento no post anterior, aqui vou me ater a uma alimentação prática para corredores.







